Memória: Formação e Tipos

Capacidade de memorização: o que você precisa saber sobre ela?

Esse é o segundo de uma série de três posts sobre o cérebro humano e suas particularidades. Para ler o primeiro artigo, que versa sobre alguns pontos fundamentais do livro “Aumente o poder do seu cérebro”, clique aqui. Hoje o assunto é memória.

Formação da memória

Ao lembrar se lembrar de algo, como uma viagem à praia, conseguimos reviver detalhes que geram a impressão de que há um filme gravado em nosso cérebro. Entretanto, não há um neurônio de memória ou uma célula que sirva para guardar informações. As pessoas aprendem e criam memórias através de ligações. Ao entrar em contato, por exemplo, com um vídeo explicativo, o cérebro estabelece conexões com informações já obtidas anteriormente.

Algumas pessoas não alfabetizadas vivem em um universo restrito, e mesmo sendo relativamente jovens, não conseguem, por exemplo, repassar um simples recado que acabou de ser transmitido. Existem determinadas funções que requerem a construção de sinapses, como o pensamento, o ato sexual e a atividade física. A memorização é como toda atividade que envolve sinapses, processos nervosos ou neuromusculares. Logo, deve ser exercitada para se manter.

Tipos de memória

Memória declarativa ou explícita

Essa memória contém informações conscientes.

Memória de curto prazo

A sinapse é uma ligação temporária e forma memórias de curto prazo, caso ela não seja usada ou reforçada, tende a ser perdida. Por isso, a maioria das pessoas só consegue memorizar senhas aleatórias ou números de telefone após repeti-los algumas vezes, e mesmo assim, dias depois, acabam os esquecendo.

Memória de longo prazo

Para transformar a memória de curto prazo em algo permanente – processo chamado de consolidação da memória -, é necessário usar uma porção do cérebro denominada hipocampo. Os pacientes com dano nessa área sofrem o que chamamos de amnésia anterógrada. Assim, eles mantêm memórias antigas, mas são incapazes de criar novas.

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Importância do sono e influência do álcool

O hipocampo não grava uma cena como o HD de um computador. Na verdade, ele liga as regiões da parte mais desenvolvida do cérebro (neocórtex) à memória. Grande parte desse processo ocorre durante o sono. Assim, a falta de sono provavelmente explica o motivo pelo qual alunos esquecem rapidamente boa parte do conteúdo estudado durante toda uma noite numa véspera de prova. Já o álcool atua no hipocampo dificultando a formação de memórias, o que explica a amnésia que algumas pessoas manifestam após beberem em excesso.

Alterações da memória

Quando alguém se lembra de algo ou reconta uma história, ele acaba acrescentando novas informações a uma memória antiga, e dessa forma, poderá mudá-la. Isso foi demonstrado pela psicóloga Elizabeth Loftus, quando ela induziu voluntários a se lembrarem de terem abraçado o personagem Pernalonga numa viagem à Disneyland simplesmente ao apresentar fotos falsas para eles. Essas lembranças foram tão completas e detalhadas que Loftus começou a questionar se pacientes e testemunhas de tribunais também não tinham memórias induzidas.

No último artigo de nossa série, abordaremos remédios que prometem turbinar nosso cérebro, eles realmente funcionam? Descubra aqui.

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